terça-feira, 24 de abril de 2012

A Invenção de Hugo Cabret

Sinopse: Depois de perder seu pai, interpretado por ninguém menos que Jude Law, um excelente relojoeiro, em um incêndio, Hugo Cabret (Asa Butterfield) passa a viver com seu tio Claude (Ray Winstone) que mora na gigantesca Estação Ferroviária de Londres, onde trabalha na manutenção dos enormes relógios da mesma. Entre os pertences herdados de seu pai, Hugo trás consigo um velho Autômato (Homem mecânico) enferrujado e tenta dar continuidade ao trabalho do pai em consertar o objeto. Seu tio Claude, acaba por desaparecer, deixando-o mais uma vez sozinho. Assim, sem ter para onde ir, o rapazinho continua também os trabalhos do tio na velha ferrovia, e vivendo às escondidas entre as paredes do lugar.  Flagrado tentando roubar de um velho ranzinza e dono de uma loja de brinquedos situada na estação, Hugo é obrigado a trabalhar para poder recuperar o antigo caderno de anotações de seu pai, onde constam informações sobre o enferrujado autômato. Na loja, ele conhece Isabelle (Chloe Moretz), uma garota de sua idade e que vive sob a guarda de George Méliès (Ben Kingsley) e sua esposa Mama Jeane (Helen McCrory), donos da velha loja de brinquedos em que trabalha o garoto. Logo Hugo vê em Isabelle a chave faltante para finalizar o conserto do autômato, e este leva o casal de amigos a um mundo cinematográfico e mágico que muitos pensaram já ter sido esquecido.

Título: Quero muito começar esta resenha pelo título deste longa A INVENÇÃO DE HUGO CABRET – The Invention of Hugo Cabret – Ao meu ver, há um equívoco grave neste ponto. Ao longo do filme imaginei que o jovem Hugo criaria algo fantástico, algo que realmente pudesse ser chamado de A Invenção, mas não foi o que ocorreu até os créditos finais, onde eu acabei me frustrando ao esperar tal Invenção. Hugo aprendeu muito com o pai – Jude Law -, muitas coisas sobre a mecânica de relógios, etc. Mas a questão é que o objeto considerado A INVENÇÃO, não é de fato criação de Hugo, ou de seu pai, e sim, de um velho ex-produtor de cinema da época que acabou vendendo o objeto – Autômato – para um antigo museu por motivos particulares e inerentes ao filme. Então, sob o meu ponto de vista e acredito que não isoladamente frustrado, o filme deveria ter um nome diferente, talvez – A INVENÇÃO DE PAPA GEORGE MÉLIÈS; #FicaAdica

História: Um roteiro muitíssimo bem construído e misterioso nos dá uma real sensação de aflição durante todo o filme, e nos emociona muito do início ao fim. A história contada em algumas ocasiões por Isabelle é ligeiramente complementada pela naturalidade de suas palavras. Uma verdadeira viagem de volta no tempo trás às telas toda a arte de um mundo incrivelmente mágico do cinema, das raízes do cinema. Onde os artistas eram, além de personagens, produção, diretoria e desta forma traziam vida à fantasia.

Uma excelente homenagem ao espetáculo do cinema antigo, mudo, e a todos os seus grandes criadores e idealizadores.

Hugo Cabret e Isabelle

Jude Law no papel de Pai de Hugo

Mama Jeane

Papa George Méliès


Elenco e Personagens: Já sou um grande fã do trabalho de Chloë Moretz (Isabelle) – Let me In – Uma jovem atriz com um currículo invejado por muitos, e com um talento indiscutível. Chloë, na pele de Isabelle, nos transmite toda a autoconfiança e carisma da personagem e logo de cara consegue todo o nosso apreço. E o que falar de Asa Butterfield (Hugo)? Vocês podem facilmente lembrar dele de O Menino do Pijama Listrado e; Nanny McPhee e As Lições Mágicas, dois longas muito bons nos quais Asa não deixou a desejar, e, assim, tirou de letra o papel na pele de Hugo Cabret. Contudo, ao falar de Jude Law, devo frisar que achei pobre a participação dele, não pelo ator que ele é, pois é excelente, mas sim pelo personagem. Aparece muito pouco, mas já marca bastante a história. Por fim, quero falar de Papa George e Mama Jeane, interpretados por Bem Kingsley – Príncipe da Pérsia - e Helen McCrory – Harry Potter -, respectivamente. Ambos nos papéis de um produtor famoso e uma estrela do cinema do início do século 20, vivem a frustração e a dor do esquecimento, passando isso de forma pura e incrivelmente forte ao público.

Um trabalho grandioso deste elenco maravilhoso.






Não foi a toa que o longa levou pra casa 5 Oscar’s
-           Direção de Arte
-           Direção de Fotografia
-           Edição de Som
-           Mixagem de Som
-           Efeitos Visuais

Nota 9

Reações:

5 comentários:

  1. Adoro esse filme, ele traz a magia do cinema à tona, mostra o quanto Méliés foi importante para o desenvolvimento da sétima arte. Asa Butterfield consegue dar uma pureza ao personagem, um menino que sonha diante a vida triste que leva. Virou favorito!
    Uma linda declaração de amor ao cinema.

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  2. Eu tenho muita vontade ver esse filme, ele parece ser genial, mas eu fiquei com um pouco de ressentimento dele quando ele levou quase todos os premios no Oscar, mesmo não tendo visto-o eu não acredito que ele tenha merecido ganhar Efeitos Especiais.

    http://viciadoemlivrosefilmes.blogspot.com/

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  3. Ainda não assisti o filme, mas todos que viram elogiaram. Espero assistí-lo em breve.

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  4. Arthur que bela crítica de A Invenção de Hugo Cabret amigo, adorei!!!
    Tmbm vi este filme e achei magnífico. Adoro filmes cheios de efeitos especiais e este não me deixou passar vontade.
    Mas eu não sabia que o Asa Butterfield tinha feito O Menino do Pijama Listrado e nem um dos filmes da Nanny McPhee. O primeiro eu não assiti ainda, mas o segundo que eu assiti, não consigo lembrar dele especificamente, acredita? Apesar de na hora do filme, eu ter tido a impressão de conhecê-lo de algum lugar, agora sei de onde.
    Parabéns pelo ótimo post, como sempre.
    Bijinhos...

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  5. Depois de ver este filme, finalmente descobri de onde veio a idéia do clip da música Tonight, Tonight da banda Smashing Pumpkins...gostei muito do filme, vale muito a pena assistir.

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